
O Setembro Amarelo é um importante movimento de conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Embora muitas campanhas estejam direcionadas à população adulta, essa reflexão também precisa alcançar a infância e a adolescência.
Cuidar da saúde mental de crianças e adolescentes não significa falar apenas sobre transtornos psicológicos ou esperar que exista uma situação grave para procurar ajuda. Prevenção também significa oferecer, desde cedo, condições para que a criança aprenda a compreender suas emoções, enfrentar dificuldades, construir vínculos seguros e pedir ajuda quando precisar.
Adultos geralmente conseguem explicar que estão preocupados, sobrecarregados, frustrados ou emocionalmente exaustos.
Para uma criança, isso pode ser muito mais difícil.
O cérebro ainda está em desenvolvimento e habilidades como autocontrole, flexibilidade cognitiva, planejamento, tomada de decisão e regulação emocional estão sendo construídas progressivamente.
Por isso, muitas vezes, a criança não diz:
“Estou emocionalmente sobrecarregada.”
Ela pode apresentar irritabilidade, explosões emocionais, dificuldades escolares, isolamento, alterações de sono, medos excessivos ou mudanças importantes de comportamento.
É fundamental que pais e educadores procurem compreender o que determinado comportamento pode estar comunicando, principalmente quando a mudança é intensa, persistente ou passa a interferir significativamente na vida cotidiana.
Ensinar emoções também é prevenção.
É importante ajudá-la a identificar:
O que estou sentindo?
Como percebo essa emoção no meu corpo?
O que aconteceu antes de eu me sentir assim?
O que posso fazer para me acalmar?
Com quem posso conversar quando algo estiver difícil?
Quando ensinamos que tristeza, medo, raiva e frustração fazem parte da experiência humana, evitamos que determinadas emoções sejam percebidas como algo errado ou vergonhoso.
A mensagem que queremos transmitir é:
“Todas as emoções podem aparecer. O importante é aprender a reconhecê-las e saber o que fazer quando elas ficam muito intensas.”
Outro aspecto frequentemente esquecido quando falamos sobre saúde emocional são as funções executivas.
Elas incluem habilidades como:
organização e planejamento;
memória operacional;
controle inibitório;
flexibilidade cognitiva;
monitoramento do próprio comportamento.
Essas competências ajudam a criança a enfrentar situações cotidianas, resolver problemas, esperar, lidar com mudanças, rever estratégias e pensar antes de agir.
Imagine uma criança diante de uma dificuldade.
A flexibilidade cognitiva ajuda a pensar:
“Essa maneira não funcionou. Posso tentar de outro jeito.”
O controle inibitório auxilia a interromper uma reação impulsiva.
O planejamento permite organizar os passos necessários para solucionar o problema.
E a regulação emocional ajuda a atravessar a frustração sem ser completamente dominado por ela.
Por isso, desenvolvimento cognitivo e desenvolvimento emocional caminham juntos.
Crianças não precisam de uma vida sem frustrações. Proteger emocionalmente uma criança não significa retirar todas as dificuldades de seu caminho. Na realidade, pequenas experiências de frustração, acompanhadas por adultos disponíveis e acolhedores, ajudam a criança a desenvolver recursos para lidar progressivamente com situações mais complexas.
O papel do adulto não é necessariamente resolver tudo.
Muitas vezes, é estar próximo e transmitir:
“Eu estou aqui. Vamos pensar juntos no que podemos fazer.”
Isso favorece autonomia, confiança e capacidade de resolução de problemas.
Escutar sem minimizar. Quando uma criança ou adolescente decide compartilhar algo difícil, a maneira como o adulto responde pode influenciar se ela voltará a procurar ajuda. Frases como:
“Isso não é nada.”
“Na sua idade você não tem problema.”
“Você está exagerando.”
“Pare de pensar nisso.”
podem interromper a comunicação.
Escutar não significa concordar com tudo. Significa reconhecer que aquela experiência é real para quem está vivendo. Podemos dizer:
“Eu imagino que isso esteja sendo difícil para você.”
“Obrigado por me contar.”
“Vamos pensar juntos em quem pode nos ajudar.”
Quando procurar ajuda profissional?
Mudanças emocionais fazem parte do desenvolvimento. Entretanto, é importante buscar avaliação profissional quando sintomas são persistentes, muito intensos ou começam a comprometer significativamente áreas como:
relações familiares;
amizades;
rendimento ou frequência escolar;
sono e alimentação;
atividades anteriormente prazerosas;
funcionamento cotidiano.
Qualquer fala relacionada a desejo de morrer, desaparecer, não existir ou provocar dano a si mesmo deve ser tratada com seriedade e receber atenção profissional imediata.
Prevenção se constrói todos os dias
Ela acontece quando uma criança encontra adultos disponíveis para escutá-la.
Quando aprende o nome de suas emoções.
Quando descobre que errar não diminui seu valor.
Quando aprende que existem diferentes maneiras de resolver um problema.
Quando entende que pedir ajuda não é sinal de fraqueza.
E quando encontra família, escola e profissionais formando uma verdadeira rede de proteção.
Na Cogni Academy, acreditamos que desenvolver funções executivas, regulação emocional e habilidades socioemocionais é também preparar crianças e adolescentes para os desafios da vida.
💛 Cuidar da saúde emocional hoje é contribuir para adultos emocionalmente mais conscientes, autônomos e preparados amanhã.
Cogni Academy — habilidades para aprender, sentir, conviver e crescer.Setembro Amarelo: por que precisamos falar de saúde emocional com crianças e adolescentes
O Setembro Amarelo é um importante movimento de conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Embora muitas campanhas estejam direcionadas à população adulta, essa reflexão também precisa alcançar a infância e a adolescência.
Cuidar da saúde mental de crianças e adolescentes não significa falar apenas sobre transtornos psicológicos ou esperar que exista uma situação grave para procurar ajuda. Prevenção também significa oferecer, desde cedo, condições para que a criança aprenda a compreender suas emoções, enfrentar dificuldades, construir vínculos seguros e pedir ajuda quando precisar.
Quando o comportamento comunica aquilo que a criança ainda não consegue dizer
Adultos geralmente conseguem explicar que estão preocupados, sobrecarregados, frustrados ou emocionalmente exaustos.
Para uma criança, isso pode ser muito mais difícil.
O cérebro ainda está em desenvolvimento e habilidades como autocontrole, flexibilidade cognitiva, planejamento, tomada de decisão e regulação emocional estão sendo construídas progressivamente.
Por isso, muitas vezes, a criança não diz:
“Estou emocionalmente sobrecarregada.”
Ela pode apresentar irritabilidade, explosões emocionais, dificuldades escolares, isolamento, alterações de sono, medos excessivos ou mudanças importantes de comportamento.
É fundamental que pais e educadores procurem compreender o que determinado comportamento pode estar comunicando, principalmente quando a mudança é intensa, persistente ou passa a interferir significativamente na vida cotidiana.
Ensinar emoções também é prevenção.
Uma das formas de promover saúde emocional na infância é ampliar o repertório da criança para compreender aquilo que acontece dentro dela.
É importante ajudá-la a identificar:
O que estou sentindo?
Como percebo essa emoção no meu corpo?
O que aconteceu antes de eu me sentir assim?
O que posso fazer para me acalmar?
Com quem posso conversar quando algo estiver difícil?
Quando ensinamos que tristeza, medo, raiva e frustração fazem parte da experiência humana, evitamos que determinadas emoções sejam percebidas como algo errado ou vergonhoso.
A mensagem que queremos transmitir é:
“Todas as emoções podem aparecer. O importante é aprender a reconhecê-las e saber o que fazer quando elas ficam muito intensas.”
A importância das funções executivas
Outro aspecto frequentemente esquecido quando falamos sobre saúde emocional são as funções executivas.
Elas incluem habilidades como:
organização e planejamento;
memória operacional;
controle inibitório;
flexibilidade cognitiva;
monitoramento do próprio comportamento.
Essas competências ajudam a criança a enfrentar situações cotidianas, resolver problemas, esperar, lidar com mudanças, rever estratégias e pensar antes de agir.
Imagine uma criança diante de uma dificuldade.
A flexibilidade cognitiva ajuda a pensar:
“Essa maneira não funcionou. Posso tentar de outro jeito.”
O controle inibitório auxilia a interromper uma reação impulsiva.
O planejamento permite organizar os passos necessários para solucionar o problema.
E a regulação emocional ajuda a atravessar a frustração sem ser completamente dominado por ela.
Por isso, desenvolvimento cognitivo e desenvolvimento emocional caminham juntos.
Crianças não precisam de uma vida sem frustrações. Proteger emocionalmente uma criança não significa retirar todas as dificuldades de seu caminho. Na realidade, pequenas experiências de frustração, acompanhadas por adultos disponíveis e acolhedores, ajudam a criança a desenvolver recursos para lidar progressivamente com situações mais complexas.
O papel do adulto não é necessariamente resolver tudo.
Muitas vezes, é estar próximo e transmitir:
“Eu estou aqui. Vamos pensar juntos no que podemos fazer.”
Isso favorece autonomia, confiança e capacidade de resolução de problemas.
Escutar sem minimizar. Quando uma criança ou adolescente decide compartilhar algo difícil, a maneira como o adulto responde pode influenciar se ela voltará a procurar ajuda. Frases como:
“Isso não é nada.”
“Na sua idade você não tem problema.”
“Você está exagerando.”
“Pare de pensar nisso.”
podem interromper a comunicação.
Escutar não significa concordar com tudo. Significa reconhecer que aquela experiência é real para quem está vivendo. Podemos dizer:
“Eu imagino que isso esteja sendo difícil para você.”
“Obrigado por me contar.”
“Vamos pensar juntos em quem pode nos ajudar.”
Quando procurar ajuda profissional?
Mudanças emocionais fazem parte do desenvolvimento. Entretanto, é importante buscar avaliação profissional quando sintomas são persistentes, muito intensos ou começam a comprometer significativamente áreas como:
relações familiares;
amizades;
rendimento ou frequência escolar;
sono e alimentação;
atividades anteriormente prazerosas;
funcionamento cotidiano.
Qualquer fala relacionada a desejo de morrer, desaparecer, não existir ou provocar dano a si mesmo deve ser tratada com seriedade e receber atenção profissional imediata.
Prevenção se constrói todos os dias
O Setembro Amarelo é um momento importante para ampliar essa conversa, mas a promoção da saúde mental precisa continuar durante todos os meses do ano.
Ela acontece quando uma criança encontra adultos disponíveis para escutá-la.
Quando aprende o nome de suas emoções.
Quando descobre que errar não diminui seu valor.
Quando aprende que existem diferentes maneiras de resolver um problema.
Quando entende que pedir ajuda não é sinal de fraqueza.
E quando encontra família, escola e profissionais formando uma verdadeira rede de proteção.
Na Cogni Academy, acreditamos que desenvolver funções executivas, regulação emocional e habilidades socioemocionais é também preparar crianças e adolescentes para os desafios da vida.
💛 Cuidar da saúde emocional hoje é contribuir para adultos emocionalmente mais conscientes, autônomos e preparados amanhã.
Cogni Academy — habilidades para aprender, sentir, conviver e crescer.
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